CF 2017 - Fraternidade: Biomas Brasileiros e defesa da vida

Professor Euclides A Müller

Refletir sobre o tema da CF 2017 nos faz mergulhar o olhar em cada um dos seis principais biomas brasileiros: a Amazônia, a Caatinga, o Cerrado, a Mata Atlântica, o Pantanal e os Pampas. Na verdade, não se trata simplesmente de revisarmos o que aprendemos nos bancos da escola, mas de percebermos, na diversidade natural do nosso país, a necessidade de olharmos com atenção aos diferentes problemas e ameaças que dizem respeito aos biomas e às populações menos favorecidas que habitam essas regiões. Ao lançarmos as lentes sobre a Amazônia, notaremos as ameaças que se manifestam através da busca desenfreada por grandes lucros, por projetos que visam apenas o lucro que beneficiará grandes empresas cujas sedes estão bem distantes daqui.
Na Caatinga, as indústrias de gesso e madeira, a pecuária de animais de pequeno porte têm provocado queimadas e in-tenso desmatamento do bioma, colocando-o em risco de desertificação.
Na região central do Brasil temos o Cerrado, um dos ecossistemas mais antigos do Brasil. Com os avanços do agronegócio na região, não só a fauna e a flora ficaram comprometidas, mas a vida dos povos indígenas, camponeses e comunidades
tradicionais que ali sempre existiram. O que é preocupante é que o Cerrado, uma vez destruído, não se reconstitui. A Igreja Católica está empenhada na aprovação da Proposta de Emenda Constitucional — PEC 115/150 — que inclui o Cerra-do e a Caatinga como Patrimônios Nacionais.
E o que dizer da Mata Atlântica, da qual só restam 8,5% remanescentes. Intensa ocupação humana, expansão urbana desorganizada, muita degradação ambiental, esse ecossistema há muito está sendo desfigurado. Entre as interferências no processo cultural do bioma Mata Atlântica estão as empresas nacionais e transnacionais. Elas investem na monocultura do eucalipto, o que provoca, em vários estados brasileiros, o “deserto verde”. A Igreja tem estado presente nessas regiões, com intensas atividades das pastorais sociais levando esperança àqueles que precisam.
No Bioma do Pantanal, muito ameaçado, a expansão desordenada e rápida da agropecuária, com a utilização de pesadas cargas de agroquímicos, a exploração de diamantes e de ouro nos planaltos, com a utilização intensiva de mercúrio, são responsáveis por profundas transformações regionais. E a mineração ativa na região pode afetar os lençóis freáticos que abastecem os rios, córregos e poços, contaminando a água. As ações da Igreja dedicam especial atenção aos povos originários, ribeirinhos e pantaneiros.
Nos pampas, a progressiva introdução e expansão das monoculturas e das pastagens com espécies exóticas têm levado a uma rápida degradação e descaracterização das paisagens naturais do bioma. A presença da Igreja na região se consolida pela presença das Pastorais Sociais, das Semanas Sociais, das Campanhas da Fraternidade, das CEBs.
Enfim, o Tema da CF 2017 nos chama “a uma consciência eclesial sobre a ecologia e o desafio da convivência com os biomas, numa perspectiva humanista: cuidar da natureza e dos irmãos e irmãs mais frágeis”, (Laudato Si n.64), que, de forma discreta, são usados para atender interesses do grande capital e nem sempre usufruem do espaço que lhes pertence.


Referências:
Texto Base da CF 2017 | Laudato Si - Papa Francisco
https://spirandiopadre.wordpress.com/2016/07/18/campanha-da- fra-ternidade-2017-fraternidade-biomas- brasileiros-e- defesa-da- vida-gn- 215-antecipando- a-reflexao/

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