O perdão, expressão de uma maturidade humana alcançada



Existem múltiplas situações de vida, onde temos que reagir às agressões, injustiças, aos abusos e às violências.

Frente a essas situações de violência de que somos vítimas, três respostas são possíveis:


1. Vingança

Quando experimentamos a injustiça, a vingança é nossa primeira reação. O seja o primeiro instinto é retribuir na maioria das vezes, cem vezes mais.

Vingue-se tanto quanto possível! O vingativo busca ferir, humilhar e até destruir quem o prejudicou.

A vingança é uma lei da barbárie: Essa barbárie existe desde o início dos tempos e reaparece regularmente ao longo dos séculos, perpetrada por pessoas normais como você e eu.

2. A lei da retaliação

Uma segunda possibilidade de resposta à injustiça é a lei da retaliação, a lei de Talion: "olho por olho, dente por dente". Essa lei foi dada a fim de limitar o número de mortes associadas à vingança. Podemos nos vingar, mas “devemos respeitar a gravidade do crime”. Foi um grande progresso social.

Hoje, milhões de pessoas ainda se encontram neste estágio da humanidade (por exemplo, insistência na pena de morte).


3. Perdão

Uma terceira possibilidade é proposta pelo Evangelho de hoje: se trata do PERDÃO.

Para sair dessa espiral e desse círculo de violência e rancores sem fim é necessário converter-se ao perdão. O perdão é autodomínio, é coragem, é a expressão de uma maturidade humana alcançada.

Sempre surgirão conflitos nas nossas vidas, na história, considerando os limites da natureza humana, muitas vezes espúrios, às vezes com fundamento.

Porém, fiquemos atentos: o ódio e a vingança nunca resolveram os conflitos. Só o perdão pode arrancar dos círculos viciosos da violência, da injustiça. Só o perdão pode quebrar a cadeia de vingança e as simetrias do ódio.

Só o perdão corta pela raiz essa cadeia infernal, que amarga a vida e causa feridas muitas vezes incuráveis ​​quando não são crimes reais.

Por isso, queridas amigas e amigos procuramos de perdoar sempre, porque o perdão é a matriz da paz de coração e da paz social e familiar.


Pe. Richard Gerard, CS


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