Quaresma e Tríduo Pascal: caminho da Ressurreição

Diácono Darci L. Longhi

Acolher o peregrino - Ir Neli Faccin

Quaresma: tempo da graça de Deus, momento propício para a conversão. Tempo de reflexão, de exercícios espirituais no sentido de fortalecer a fé, de abandonar a prática do mal e aproximar-se de Deus. Buscar a santidade, imitando Jesus e afastando-se do pecado. A Igreja nos propõe, para esse período, algumas práticas que nos ajudam a vislumbrar a motivação necessária para alcançarmos o objetivo principal da quaresma: a conversão, o voltar-se para Deus, a mudança de vida, descobrindo o “Kairós”, o momento da graça é agora, “buscar a Deus enquanto se deixa encontrar” (Is 55,6)! O jejum, a esmola e a oração são ingredientes fundamentais para uma boa quaresma.

O jejum nos ajuda a controlar os excessos, a desintoxicar o corpo, a fortalecer o espírito e a mente sobre a carne, a nos propor limites, a nos tornarmos mais suscetíveis ao espírito de Deus. A esmola nos possibilita enxergar as necessidades dos outros, a exercitar a misericórdia, a nos tornarmos solidários, a estender as mãos para acolher, a doar o tempo para ouvir, visitar, cuidar da casa comum, praticar a caridade e o amor ao próximo. A oração nos aproxima de Deus, cria intimidade com Ele, nos permite conversar, manifestar nossos sentimentos e ouvi-Lo. Podemos pedir, agradecer, ou até mesmo só estar em sua presença, desfrutar de sua companhia.  A contemplação é uma forma fantástica de oração: “eu olho para Ele, Ele olha para mim e nós nos entendemos!”

Tríduo Pascal: Uma celebração em três etapas, que se estende por três dias, mas que se celebra como se fosse um único dia. As várias celebrações são partes de uma única grande festa, que exalta o grande amor de Deus por nós. É nesta Celebração que a vida cristã tem seu ponto mais alto: a Páscoa da Ressurreição - a passagem da morte para a vida. O cristão, após se preparar durante quarenta dias, tem agora seu encontro com o pleno do mistério pascal, razão de sua fé em Jesus Cristo. Começa com a celebração da Última Ceia da Páscoa Hebraica, quando Jesus come com seus discípulos, na quinta-feira, à noite. A partir dela, Jesus se torna o Cordeiro. Nela, Jesus antecipa o sacrifício da cruz, memorial de sua paixão, morte e ressurreição. Na separação dos dois elementos: o pão e o vinho, a carne e o sangue, o corpo e o sangue de Jesus, inseparavelmente unidos e separados, a expressão simbólica do sacrifício, sinal misterioso ao mesmo tempo de vida e de morte.

É nesta celebração que é instituída a Eucaristia e o sacerdócio ministerial. No momento do “lava-pés”, o Senhor nos comunica o maior de seus mandamentos: “Amai-vos, como eu vos amei”, e nos dá o exemplo! Após um longo discurso de despedida, Jesus vai com seus discípulos ao Horto das Oliveiras, e ali tem seus momentos mais difíceis: a agonia, o abandono, a prisão. Em seguida, a dolorosa “Via Crucis”: o julgamento, a condenação, o flagelo e o percurso até o calvário onde é crucificado. É sexta feira, e a partir das 15h, o grande silêncio quaresmal. Não se celebra a Eucaristia neste dia, mas se recorda a morte de Cristo por uma celebração da Palavra de Deus, adoração da cruz e comunhão sacramental.

Após o longo silêncio, no Sábado Santo acontece a “mãe de todas as vigílias”, a celebração central de nossa fé: a ressurreição de Cristo. Celebra-se a Luz, a Liturgia da Palavra, a Batismal e Eucarística. A liturgia canta o “Exulte”, o Glória!

O Tríduo Pascal termina com as Vésperas do Domingo da Ressurreição.

Cristo ressuscitou. Aleluia!

Uma Feliz Páscoa para todos!

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