Início do Ano Jubilar Arquidiocesano


Informações e fotos: Arquidiocese de Curitiba

Em 2018, a Arquidiocese de Curitiba tem a alegria de comemorar os 350 anos de fundação da Paróquia Nossa Senhora da Luz dos Pinhais de Curitiba, hoje Catedral Basílica Menor. A Paróquia Nossa Senhora da Luz é a primeira da cidade e é a instituição mais antiga de Curitiba.

Para marcar esta data especial, o arcebispo de Curitiba, Dom José Antônio Peruzzo, decretou um Ano Jubilar em toda a Arquidiocese, com início em 8 de setembro de 2018, Solenidade de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, e encerramento em 30 de setembro de 2019, aniversário de 125 anos da instalação da Diocese de Curitiba.

A alegria de poder viver esse Ano Jubilar é de todos os fiéis, sobretudo porque a Catedral é nossa “casa comum” e a casa da nossa mãe, a Senhora da Luz – padroeira não apenas da paróquia da Catedral, mas de toda a Arquidiocese de Curitiba.

Neste Ano Jubilar, a devoção a Nossa Senhora da Luz dos Pinhais deve ser aprimorada e estimulada, para que nossa Padroeira seja mais conhecida e amada entre todos os fiéis de nossa Arquidiocese.

A origem do título mariano

A devoção a Nossa Senhora da Luz é de origem portuguesa, de meados do século XV. O agricultor Pero Martins, de Carnide, (hoje distrito de Lisboa), foi levado como prisioneiro pelos árabes muçulmanos para o norte da África. Em sua prisão, todas as noites rezava incessantemente à Santíssima Virgem Maria, pedindo que o livrasse. Atendendo a seu pedido, Maria apareceu-lhe em sonho por trinta noites consecutivas, prometendo que o livraria da prisão no final destas trinta noites.

E assim foi feito: na manhã do trigésimo primeiro dia, Pero encontrava-se em sua cidade natal e foi cumprir o que Maria lhe havia mandado: ir buscar uma milagrosa imagem Sua junto à Fonte do Machado, de onde muitos já viam sair, há cerca de um mês, uma misteriosa luz. Pero Martins recolheu a imagem e colocou-a à veneração dos fiéis, onde foi construída uma pequena igreja. Em 1575, D. Maria, princesa de Portugal, devota de Nossa Senhora da Luz, mandou construir um grande e suntuoso templo, concluído apenas em 1596, para onde foi levada a imagem do milagre.

A devoção em Curitiba

A escolha de Nossa Senhora da Luz como padroeira de Curitiba foi dos primeiros povoadores, especialmente do paulista Francisco Soares do Vale, membro de uma conhecida família de São Paulo, que teria se desentendido com o governador da capitania e, vendo-se obrigado a fugir, veio parar nos campos de Curitiba.

Depois de mandar trazer sua família, que veio acompanhada da família de Lourenço Rodrigues de Andrade, fez morada às margens do Rio Atuba, onde já estavam assentados alguns faiscadores do ouro de aluvião.

Junto do Atuba, surgiu a Lenda da Fundação de Curitiba, que conta que a imagem de Maria amanhecia todos os dias virada para onde hoje é a Praça Tiradentes. Os povoadores decidiram, então, se mudar para a região, pedindo ao Cacique Tindiquera, da tribo dos Tinguis, que lhes indicasse um local adequado. O cacique, então, fincou uma vara no chão, exclamando Core-etuba (“muito pinhão”).

Ali os povoadores se organizaram, onde hoje é o marco-zero da cidade, construindo, por volta de 1654, uma pequena capela dedicada à Virgem da Luz dos Pinhais, onde se venerou a primeira imagem.

Por que um Ano Jubilar?

O jubileu é uma tradição do povo de Deus desde o Antigo Testamento. É visto como um ano sagrado, de libertação e descanso. Ao longo da história da Igreja, anos jubilares foram proclamados com diferentes espaços de tempo e por diferentes razões, como os 300 anos de Aparecida, ou o Ano da Misericórdia.

Na Sagrada Escritura, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, é falado sobre o “jubileu”, um ano de libertação dos cativos e de descanso. No livro do Levítico, é dito o que segue:

8Contarás sete anos sabáticos, sete vezes sete anos, cuja duração fará um período de quarenta e nove anos […]. 10Santificareis o quinquagésimo ano e publicareis a liberdade na terra para todos os seus habitantes. Será o vosso jubileu. (Lv 25, 8.10.12a).

De início, o jubileu – ou Ano Santo – foi estabelecido a cada cem anos. Depois, utilizando das orientações de Levítico, reduziu-se o intervalo para cinquenta anos. Alguns séculos mais tarde, para que toda cristandade vivesse, ao menos uma vez na vida, um ano jubilar, reduziu-se ainda mais o intervalo para vinte e cinco anos. Os Jubileus proclamados pelo Santo Padre são universais e ocasionalmente podem ser publicados jubileus extraordinários, como o mais recente, da Misericórdia.

E é por isso que temos a data dos 350 anos para bem celebrar nossa primeira paróquia. O Decreto do Arcebispo Metropolitano tem validade no território da Arquidiocese de Curitiba, e é previsto para durar de 8 de setembro de 2018, Solenidade da Padroeira, até 30 de setembro de 2019, aniversário de 125 anos da instalação da Diocese de Curitiba.

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