Paulo Kohl, o Artista


Nascido em 1881 em Zurique, Suíça, era pintor e violinista. Frequentou a Escola de Belas Artes de Berlim durante dez anos, onde teve contato com obras de extraordinários mestres da pintura italiana, flamenga e espanhola. Em 1912, sai da Europa, (que já era assombrada pelos indícios da 1ª Guerra Mundial), e vem para a Argentina, onde vive por cerca de um ano, chegando a Minas Gerais em 1913, em busca de diamantes. Após um tempo, dedica-se ali à pintura sacra: como exemplo a Capela dos Irmãos Maristas de Uberaba/MG, onde seu característico traço espiritualista já pode ser observado. Passados cinco anos, chega ao Paraná, onde produz diversas obras magníficas em igrejas e capelas, como na igreja de Bateias, em Campo Largo, e em Curitiba: na Capela Sagrada Família, Igreja das Mercês, Santa Felicidade e Santa Terezinha. Também são encontradas obras suas no interior de São Paulo. Estima-se que seu trabalho esteja presente em mais de 125 igrejas e capelas. A dedicação e o primor do traço espiritualista trazem muito sentimento nas pinturas, passando emoções e sensações, com uma qualidade ímpar de pintura figurativa. Conversamos com Gilberto Benvenutti, da Gaya Restauro, e responsável pelo restauro artístico interno da Igreja Matriz.

PASCOM - Quais os desafios que a equipe encontrou para chegar à obra de Paulo Kohl, na parede?

A remoção de muitas camadas de tintas que estavam encobrindo as pinturas originais, tanto decorativas como figurativas, mas que, passo a passo, com muita paciência e dedicação, estamos conseguindo avançar, e que iremos concluir com êxito.

PASCOM - Quantas camadas de tinta foram encontradas?

Foram entre 7 e 8 camadas nas paredes e uma camada nas artes (feita com um material muito resistente). Os materiais usados ao longo do tempo são mais modernos, com o advento das tintas plásticas. Na remoção dessas camadas, identificamos alguns danos nas pinturas originais oriundas de questões naturais e por ação do tempo. Também vimos que não houve nenhum processo restaurativo. Em dado momento, foi optado por fazer uma repintura das obras originais de Paulo Kohl, como já mostramos em uma edição anterior da revista.

PASCOM - E como está o progresso na nave lateral esquerda?

Estamos buscando mais fotografias antigas para a consolidação de algumas decisões sobre tons de pintura, para saber o que é pré (entre 1891 e 1928) e o que é pós Paulo Kohl.

PASCOM - Uma curiosidade frequente da comunidade é saber como é feita a descoberta das pinturas originais.

Nós utilizamos diversos materiais para remoção das camadas de tinta, como bisturis cirúrgicos, solventes e outras diversas técnicas de remoção. Não usamos um único método, pois cada parte possui a sua particularidade, podendo ser usada uma ou mais técnicas em cada ponto. Cada ponto é um ponto. Chegando ao original, avaliamos o estado em que a pintura se encontra para, por fim, definir qual técnica de restauro artístico utilizar.

Gilberto continua a conversa contando sobre um local desafiador: o arco cruzeiro, que é o espaço que divide a nave central do presibitério. Nele, há indícios de uma arte pré Paulo Kolh, mas que a equipe não pode ter como certeza devido à falta de fotos desse período. Continuamos com o apelo para que aquelas pessoas que tenham fotos antigas da paróquia possam vir conversar com a equipe de restauro e com a Pascom. A participação da comunidade nesse processo é muito importante.


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