Corrigir muito, mas evitar corrigir demais



Tempo Comum, Semana XXIII (A), domingo



Somos mulheres e homens de relacionamento. Daí sempre haverá tensões entre nós. Existem tensões nos casais, entre pais e filhos, com nossos amigos, nossos vizinhos, nossos colegas de trabalho, tensões na comunidade. Todos nós cometemos erros. É nossa responsabilidade corrigir um irmão que comete estupidez.

Porém, como fazer isso?


Hoje, Jesus nos oferece uma forma eficaz de tentar corrigir um irmão que comete um erro: trata-se da correção fraterna.

Portanto cinco condições são necessárias para que a correção seja verdadeiramente uma obra de misericórdia capaz de salvar o irmão ou a irmã que errou o alvo de sua vida:


1. A primeira condição é a consciência da nossa humilde, realidade de pecadores, ou seja, do fato de estarmos todos na mesma situação de fragilidade e vulnerabilidade. Quando estamos para corrigir o nosso irmão ou irmã não queremos fazê-lo porque somos os justos, os perfeitos. Somos todos vulneráveis, pecadores e fracos.


2. Encontrar a pessoa e falar com ela discretamente, em vez de fazer insinuações maliciosas pelas costas. Quando fazemos acusações desleais, praticarmos a calúnia, destruímos a pessoa, e a sua reputação.


3. Fala apenas de delicadeza, suavidade, paciência, prudência e misericórdia para com os outros. Jamais procuramos humilhar a pessoa. Fazei a correção com mãos maternais de nossas mães como quando nos curavam as feridas provocadas pelas nossas brincadeiras e pelas nossas quedas da infância.

A raiva, a dureza do julgamento, a intransigência só vão causar o fechamento daquele homem, condenando-o ainda mais dentro da casca de sua própria culpa.


4. Escolhamos uma grande dose de diplomacia procurando garantir a dignidade do irmão e evitando que se transforme em alimento entregue à crítica e à curiosidade mórbida da comunidade.


5. Devemos acreditar na eficácia da oração. E ao invés de criticar os outros, vamos orar por eles. Esta é uma boa maneira de ser responsável por seus irmãos.


Conclusão: Na verdade, corrigir não significa humilhar, ferir quem errou, subjugar o irmão ou colocar-se diante dele como juiz ou mestre. Corrigir é "conquistar seu irmão como irmão". Por isso é preciso aprender a corrigir muito, mas evitar corrigir demais.

Pe. Richard Gérard, cs

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