Homilia - 26/03/2020


Em um discurso para justificar seu trabalho no sábado, Jesus disse aos seus adversários: Eu sou aquele cuja escrita fala, e você não me reconhece!

Por isso, Jesus alega a seu favor o testemunho de São João Batista, o testemunho do Pai —que se manifesta nos milagres operados por Ele— e, finalmente, o testemunho das Escrituras.

Jesus começa oferecendo como testemunho aquele que João Batista lhe deu. Ele enfatiza que uma testemunha humana não é muito forte. Apenas o testemunho de Deus é adequado.

Maior do que o testemunho de João Batista é o das obras de Jesus: seus milagres atestam que Jesus é o Enviado do Pai.

Há também o testemunho do Pai. O testemunho do Pai atesta que a Palavra de Jesus é verdadeira. Mas para que este testemunho seja percebido, é preciso saber ouvir as escrituras para que sua palavra permaneça em nós mesmos.

Mas este é o problema dos adversários de Jesus. A palavra de Deus não pode permanecer naquele que não acredita em Jesus como enviado do Pai. Por causa disso, os adversários de Jesus não podem receber a vida eterna. Portanto eles não têm neles o amor de Deus.

Nós precisamos o amor de Deus sem o qual não podemos ver nada e reconhecer Jesus come o Messias Filho de Deus. Quando trazemos em nós o amor do Pai acreditamos no Filho que se entrega por amor a nós para nos salvar.

Finalmente, Jesus é reconhecido pela Presença que exerce no coração de nossas vidas. Ele se reconhece em nós através de suas obras de paz, amor, alegria, bondade, gentileza, humildade e ternura.

Neste tempo de Quaresma melhoremos as nossas disposições para contemplar o verdadeiro rosto de Cristo.

Deus abençoe você!

Pe. Richard Gerard, CS

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