Pintura externa da Igreja Matriz


Os passos da restauração de nossa Igreja Paroquial seguem buscando resgatar a história da comunidade impressa nas paredes do templo. Nos próximos meses, as paredes externas começarão a receber as mesmas cores usadas na época da construção.

PRODUTOS UTILIZADOS

A pintura externa, como todas as outras etapas da obra, é um processo que exige muita paciência e um trabalho minucioso. Como se trata de uma restauração, além de todo o cuidado, os produtos utilizados na pintura da Igreja e da torre do campanário também precisam seguir rigorosos critérios técnicos. Segundo o restaurador artístico, Gilberto Benvenutti, eles estão passando por uma série de pesquisas e testes. “O objetivo é encontrar o produto mais adequado à construção. Estamos avaliando materiais minerais, à base de silicato de potássio, isentos de compostos orgânicos voláteis, ou seja, materiais que permitem a ‘transpiração das paredes’. Com isso, buscamos a preservação das pinturas internas, pois não teremos o ‘selamento’ que acontece com o uso das tintas plásticas normais”, relata.

O arquiteto responsável, Tobias Bonk Machado, ressalta que uma indevida utilização de algum tipo de material que selasse as paredes seria prejudicial a longo prazo, pois prejudicaria as pinturas. “O fato de nós selarmos as paredes, por dentro ou por fora, causaria um problema, em um momento posterior, que é o que chamamos de escamação das pinturas. Esse processo seria um descolamento da tinta e do reboco, pois a umidade que a parede recebe do ambiente não conseguiria sair por conta do selador”, comenta.

PRIMEIRAS CORES

Com relação às cores que serão utilizadas na composição externa, o estudo começou ainda na época dos primeiros projetos. “Em várias partes da Igreja foram removidas várias camadas de tintas existentes até chegar na camada original, que foi feita logo após a construção”, conta Benvenutti. Por meio desse processo, foram encontradas as primeiras cores: os tons de ocre, comuns em igrejas da época.

“Por meio das prospecções, pudemos ver que as paredes da Igreja eram em tons de ocre mais próximos ao amarelo, enquanto o embasamento, também em tom de ocre, já era mais escuro, aproximando-se da cor de um tijolo”, conta o arquiteto.

Além disso, segundo Machado, algumas fotos antigas contribuíram com o processo do que foi comprovado por meio das prospecções. Por mais que a maioria delas é monocromática - em preto e branco, foi possível ver por meio das sombras, dos escuros e dos claros, os diferentes tons presentes, à época, na Igreja e na torre.

Alguns testes de cores já foram feitos ao redor do templo, proporcionando à comunidade a oportunidade de ver os tons que, nos próximos meses, nossa Paróquia resgatará de uma história de mais de 125 anos.

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